Alic
Alho pode ajudar a prevenir ataques cardíacos e a reduzir colesterol, constata pesquisa

Brasília - Espécies brasileiras de alho podem ajudar na redução do colesterol e na prevenção de ataques cardíacos, segundo constatação feita por pesquisa realizada pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Os estudos feitos pela estatal e por pesquisadores da UnB (Universidade de Brasília) comprovaram que um composto ativo do alho nas espécies brasileiras, chamado alicina, pode reduzir o colesterol e diminuir os riscos de infarto agudo no miocárdio.

Os pesquisadores usaram duas espécies brasileiras e uma chinesa de alho para a realização do estudo. Substâncias químicas e físicas da hortaliça foram aplicadas em cobaias. Os resultados da pesquisa revelaram que a alicina do alho brasileiro teve efeitos benéficos em ratos que possuíam altas taxas de colesterol. Os efeitos do alho para os seres humanos ainda precisam ser aprofundados.

De acordo com o pesquisador Celso Moretti, a dosagem para pessoas ainda não foi definida porque a pesquisa em humanos é mais complexa. Para ele, o importando é o uso do alho brasileiro no trabalho. "Já há estudos com pasta de alho que comprovaram efeitos similares, mas essa é a primeira vez que se trabalha com alho nacional. A gente quer mostrar que o alho nacional pode ser tão bom quanto ou melhor que o alho chinês".

Fonte: Agência Brasil - Domingo - 28/02/2010 - 15h09


Os poderes do alho contra bactérias

Vários estudos científicos já confirmaram a eficácia do alho como bactericida. A dúvida que ainda pairava era se o alho é tão bom para matar bactérias e fungos, não será também danoso a microrganismos benéficos? O pesquisador David Lloyd e sua equipe da Universidade Cardiff, da Inglaterra, expuseram a bactéria intestinalEscherichia coli e oLactobacillus casei a diferentes concentrações de extrato de alho.

O extrato foi tóxico para ambas, masE.coli , que pode causar intoxicação alimentar, foi quase dez vezes mais suscetível queL.casei , que ajuda na digestão. O fato de o alho ser menos danoso aL.casei não prova que outros microrganismos benéficos sejam igualmente resistentes, mas os estudos reforçam a idéia de que ele possa ser usado como antibiótico.

Até agora, não se detectou resistência bacteriana ao alho, provavelmente porque ele contém uma mistura de várias substâncias, em vez de um simples agente. O alho poderia, ainda, ser uma alternativa a substâncias corrosivas como a água sanitária para descontaminar equipamentos e construções após ataques de armas químicas.

Fonte: Laboratório - Pesquisa FAPESP - Edição Impressa 78 - Agosto 2002


Pesquisa desvenda segredo do alho

São Paulo - Há vários séculos, diferentes culturas têm observado que o consumo de alho é bom para a saúde, especialmente por estar relacionado à redução dos riscos de doenças cardiovasculares. Mas, até agora, a ciência não tinha muito a dizer sobre os mecanismos de ação e os princípios ativos por trás dessas propriedades.

Um grupo de pesquisadores norte-americanos acaba de descobrir, no entanto, que os compostos polissulfídeos derivados do alho digerido são processados pelas hemácias (glóbulos vermelhos do sangue), transformando-se no mensageiro celular sulfeto de hidrogênio (H2S), que relaxa os vasos sangüíneos e aumenta o fluxo sangüíneo.

De acordo com a coordenadora da equipe, Gloria Benavides, da Universidade do Alabama, ingerir alho provavelmente aumenta o suprimento natural de sulfito de hidrogênio no organismo. O estudo será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).

Para realizar a pesquisa, os cientistas extraíram suco de alho do tipo comumente encontrado em supermercados e o adicionaram em quantidades diminutas a hemácias humanas. As células imediatamente começaram a emitir H2S. O sulfeto de hidrogênio, embora seja venenoso em altas concentrações, é essencial, em baixos níveis, para a sinalização celular.

Experimentos posteriores determinaram que a reação química chave aconteceu principalmente nas membranas dos glóbulos vermelhos, embora uma fração do H2S tenha sido também produzida dentro das células. “Achamos que a produção de H2S desses polissulfídeos orgânicos derivados do alho fornece a base para os efeitos benéficos de longo prazo obtidos pelo consumo habitual da planta”, destacou o estudo.

A produção de H2S foi medida em tempo real por um novo sensor polarográfico. Segundo os pesquisadores, a produção de H2S de polissulfídeos orgânicos é facilitada pela presença de compostos de alil e pelo aumento do número de átomos de enxofre. Poucas plantas além do alho possuem compostos de alil e enxofre - e o alho é a única comestível.

De acordo com os autores do trabalho, numerosos estudos destacam os efeitos benéficos de uma dieta rica em alho contra a progressão de doenças cardiovasculares. Mas também há uma série de estudos que indicam a ausência de efeito em suplementos alimentares à base de alho. Por conta disso, os pesquisadores sugerem que a produção de H2S nos glóbulos vermelhos poderia ser usada para padronizar suplementos dietéticos de alho.

Fonte: Paraná Online



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